O mártir da salvação
Ainda não descobri o motivo pelo qual fico me contorcendo de indignação diante dos fanáticos religiosos. Tudo hoje em dia é fanatismo. Se um camarada veste a camisa de um time de futebol qualquer e faz um gol… pronto, eis um ídolo. No outro dia os telejornais esportivos enchem suas manchetes com o lance do momento maior do futebol protagonizado pelo tal herói! Se uma pessoa participa de um reality show e é desclassificado ou desclassifica num dia no outro está na tv dando suas opiniões idiotas (que são seguidas ou defendidas por outros idiotas) ou estão nas capas de revistas pornográficas. Mas isso é aceitável diante da carência que temos de heróis, de pessoas guerreiras, etc. visto que o povo vive cercados de traidores e aproveitadores fardados de terno gravada.
Mas existe idolatria pior. Existe idolatria infundamentada (se é que alguma idolatria tem fundamento) e uma das que me deixam sem chão são as formadas sob a imagem de Jesus Cristo. Jesus Cristo, filho de Deus, o messias, o salvador da humanidade, etc. etc. segundo a bíblia. Pensemos. De onde veio a bíblia? Por quem ela foi escrita? Quem fez sua tradução? Por que Jesus teria que ser necessariamente branco dos olhos azuis? Uma coisa é certa… quem forjou esses parâmetros bíblicos foi o homem, ninguém mais que ele. e sabemos que desde quando o homem é homem sempre existiu interesses inerentes a sua sorevivência. Convenhamos que foi uma história muito bem tramada mas que deixou muitas brechas e essas foram aproveitadas para os questionamentos.
Os cristãos parecem fechar os olhos para as realidades de hoje e as que estão nos livros de história. Seria Jesus Cristo um homem superior à Martin Luther King, Che Guevara, Zumbi dos Palmares, etc. Claro que não! Ambos foram ao extremo defendendo suas causas e todas as suas causas se voltavam para a libertação dos povos, dos homens. Não entendo por que não há igrejas que glorifiquem os seus nomes e suas atitudes. Estes homens queriam libertar o povo. Jesus Cristo disse querer libertar também porém submeteu os seus discípulos ao cristianismo, e isso os custa caro demais.
Quando as pessoas começarem a questionar a origem das coisas, dos fatos e as circunstâncias começaram a deixar de lado a bobagem da idolatria pois ela só serve para apagar a gana que existe dentro de cada um.
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Você está lendo “O mártir da salvação,” uma entrada em De Nietzsche a Freud
- Published:
- 23 23UTC fevereiro 23UTC 2008 / 21:19
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